GIVO PAUSE!!
sábado, 30 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Certezas
Para início de conversa: em que rio navega o amor que a te dediquei?
Para o meio da conversa: preciso entender em que mar encontrará outro amor tão grandioso quanto o meu?
Ou talvez, lembrar-me em que curva da montanha, esqueceste de me dar a mão?
Para encurtar a conversa: dei espaço ao vazio nos meus afetos, algo belo e leve ocupou esse vazio.
Para finalizar a conversa: uma estrela, um astro guiam-me, e deram-me a certeza de que sou imensamente amada, inclusive por mim. Um tipo de amor que tu talvez desconheças.
Tenho sede e fome de tudo que não senti, deixe-me livre, ainda estou ensaindo meus vôos de Borboleta saída do casulo.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Tudo ficará bem minha menina
Ultimamente ando sem novidades... Decerto que essa noite encontrei-me sofrendo (inclusive com lágrimas) depois de ver um filme meio chato, se não fosse à presença de Jeniffer Lopez tentando se livrar de um ex-namorado que a espancava não teria assistido até o fim... Fui para varanda, aproveitei a companhia da lua para entender qual o motivo daquela dor. Mesmo sabendo que tive uma semana de cão no trabalho, uma TPM braba ... Tudo muito bem né?... Para quê tal sofrimento?
Depois de alguns minutos, a lua com a ajuda das estrelas resolveram ajudar-me na resposta. Como uma mãe carinhosa colocou-me no colo, eu como uma filha meiga fiquei quietinha.
- Minha Linda, lembra daquela noite que esperastes por ele? Estavas grávida de 06 meses. Vestia uma bata azul... Ele chegou em casa embriagado, você chorou, reclamou, trocaram ofensas... Ele descontrolou-se, insano te bateu. Já se passaram 13 anos querida, mas, a dor daquele momento ainda te assombra porque não conseguistes perdoa aquele pobre homem doente - disse-me a lua.
Respirei fundo, aninhei-me mais ainda nos seus braços e pedi para que escutasse um pouco.
- Não é bem assim. Preciso confessar uma coisa... Durante muito tempo, neguei-me a falar sobre isso... Porque tinha vergonha de ter continuado junto dele depois daquela situação, o perdoei sim, eu preciso é perdoar-me por ter o perdoado tão rápido. Se bem que, depois ainda passei muito tempo o torturando por ter agredido, grávida, a mulher que ele dizia amar... Hoje entendo que ele nem se amava, não se conhecia, não se dominava... Ele precisava de amor e cuidados para aprender amar... Eu precisava das mesmas coisas... Acho... Não tenho certeza, fiz por ele o que precisava que fizesse por mim – amor incondicional e cuidados. Naquele momento só tínhamos um ao outro...
- A doçura apazigua a amargura, busca lembrar-te de algo bom que ele fez a ti, vai ajudar a sarar essa ferida - A lua aconselhou-me carinhosamente.
- É bem verdade isso... Vamos lá, lembro-me que quando nosso filho nasceu não foi um parto normal, bem que eu queria, mas não veio, fiquei bem debilitada com o parto cesariano. Era um bebê chorão e inquieto. Dormia o dia todo e passava quase toda noite acordado esperneando... Lembro dele, o pai, nos cuidando com dedicação. Colocava o bebê no ombro e ficava do quarto para a cozinha, balançando, cantando até o nascer do dia, eu dormia aliviada. Somente para amamentar ele acordava-me, colocava o bebê no meu seio e ficava velando. Cozinhava para mim durante o dia, lavava as fraldas, acompanhava-me durante o banho, ficava na porta do banheiro segurando a toalha, enxugava minhas pernas e costas, ajudava-me a vestir até as roupas íntimas e dizia: logo tudo ficará bem minha menina.
- Boa noite minha linda- disse-me a lua.
- Boa noite também! - as estrelas disseram em coro.
Fui dormir tranquila.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Passei toda manhã naquele bazar. Muitas pessoas intrigantes passavam de lá para cá, olhando e comprando os mais variados objetos... Adoro o movimento... Sou apaixonada por gente... E a escolha dos objetos... Eu ficava imaginando o porquê das escolhas... Aquela mochila que o jovem comprou... Devia ser em virtudes das lembranças de viagens, era bem surrada, ela deve ter ido a muitos lugares... E o cachecol? Devia ser porque lembrava um inverno de aventuras para a bela senhora que pechinchou até levá-lo... Ou o desejo de ainda vivê-lo...
Enfim, já era quase hora do almoço, a fome dizia: vamos embora, vamos embora... Quando aquela caixinha lilás chamou minha atenção, fiquei imaginando o que havia dentro, parecia uma caixa de surpresas... Aproximei-me da mesa feito menina sorrateira... Peguei-a, pisquei para ela, ela piscou para mim... Então resolvi, devagarzinho vou abri-la... E ela se desmanchou toda na minha frente, como quem sorrir dando gargalhadas!
Era uma caixa de costura: linhas, agulhas, alfinetes... Fiquei devaneando, se a caixinha lilás que sorria para mim teria sido de uma vovó querida, ou, de uma costureira famosa... Ou ainda de alguma bordadeira dedicada... Não resisti comprei–a... Mesmo que de costuras e bordados eu não entenda nada...
A caixa lilás dorme na escrivaninha em frente a minha cama e faz-me um lembrete gracioso: na contemporaneidade, estais a costurar... A emendar novos pedaços na colcha de retalhos que é tua vida...
domingo, 27 de março de 2011
Lembranças de viagem 2
Existe uma praia no nordeste, uma reserva de pescadores que vivem em comunidade, PRAINHA DO CANTO VERDE, a preservação da cultura e beleza natural do lugar, é luta de todo dia daquele povo. Para lá fugi algumas vezes para me recompor. Foi o cenário de uma das poucas viagens em família, naquele momento ainda estávamos juntos.
Era páscoa, uma viagem de comemoração do aniversário de nosso filho. O por do sol mais lindo de minha vida: um amarelo ouro luminoso e tranquilo, as ondas do mar estavam baixas, azul cinza, o céu não tinha fim.
Eles, naquele momento eram somente pai e filho e brincavam com um barquinho de madeira a beira mar. Elas, mãe e filha estavam irmanadas fazendo castelos de areia, quando o vento soprava os cachos da filha, a mãe agradecia a Deus por viver tamanha beleza. . .
Nesses dias falávamos pouco, sorríamos muito. Depois de quatro dias num Paraíso, voltamos para casa bem felizes... eram dias de paz.
domingo, 20 de março de 2011
Perdeu o chão
Fazia alguns dias que estava enjoada e sem fome, sentia que meus seios estavam doloridos e crescidos. Imaginava, mas, não tinha certeza, talvez eu esivesse grávida... uma manhã de céu azul e sol brilhante, voltei com o resultado em minhas mãos, estava grávida de verdade, foi uma alegria deslumbrante. Era visceral meu desejo de ser mãe, parecia-me tão natural quanto o encontro do rio com o mar. No mesmo momento liguei para o pai. Do outro lado da linha ele pareceu-me feliz e tranqüilo. Eu confiante pensava, foi tudo planejado por nós, dará tudo certo, um filho será uma benção e motivação para ele se equilibrar na vida...
Naquela sexta-feira resolvi faltar à faculdade, fui mais cedo para casa, esperá-lo para comemorar essa nova etapa de nossas vidas juntos. As 20h comecei a ficar preocupadas, às 22h, desesperada, às 24h, imensamente triste. Ele não voltou. Na manhã de sábado, um colega de trabalho dele ligou-me:
- Ele está aqui em casa, bebeu todas, não conseguiu nem se levantar...
Eu concluí intimamente: desesperou-se, o confronto de sentimentos, alegria e medo o fez fugir, perdeu o chão.
Iniciou- se uma seqüência de acontecimentos que o levou a primeira recaída. Braços picados, “comprimidos estranhos” na carteira foram minhas preocupações no decorrer dos nove meses de gravidez.
Durante a semana eu trabalhava e estudava. Quando chegava o fim de semana preparava-me para momentos tenebrosos. Quando ele sumia, a solidão e angustia eram minhas companhias. Às vezes uma surpresa, tínhamos momentos luminosos. Ficávamos grudados, fazendo planos, havia unidade... Então eu me despia dos medos e embarcava na viagem de sermos felizes. Ele prometia:
- Não vou usar mais nada, estou bem, sei me controlar, não se preocupe...
Eu vivia aquele momento de felicidade. Mas, um único pensamento tomava conta de mim durante todos os outros momentos:
- Como ajudá-lo? Como convencê-lo a fazer novamente um tratamento? Não quero perdê-lo... Estou me perdendo? E quando nosso filho nascer, como cuidarei dos dois?
Assinar:
Postagens (Atom)

